O Gabriel estava com quase dois aninhos e só sentava com apoio de almofadas, nem tão pouco engatinhava, um dia fui preparar seu banho e o deixei segurando no vaso. Mas ele não tinha coordenação motora e caiu sem se proteger com as mãozinhas (me sinto culpada até hoje), a partir desse dia ele desmaiava por qualquer queda; por menor que fosse, até mesmo quando nossa ausência lhe incomodava.
Por esses motivos a pediatra nos aconselhou a levá-lo ao neurologista, após um Eletroencefalograma (EGG), o médico nos disse que estava tudo normal para os padrões de sua idade e que há muitas crianças que reproduzem um falso desmaio para chamar atenção, mas que por mais difícil que fosse, gostaria que ignorássemos quando ele desmaiasse. “Chorei muito, vim para minha casa arrasada, pensei como eu vou buscar ajuda para meu filho e o médico me diz estas asneiras, quase enlouqueci”.
A principio resisti tanto em aceitar quanto a fazer o que o neuro me aconselhou. Meu marido com os olhos cheios de lágrima me disse: “amor é para o bem de nosso filho, vamos tentar, se não conseguirmos, paciência”. Eis que um dia o Gabriel brincando e olhando se estávamos cuidando dele, segurando nas paredes de um lado para o outro até a porta do quarto, quando de repente a porta encostou-se a seu dedinho e ele olhou primeiro para nós e depois desmaiou, fiquei em pânico e meu marido me segurou para não socorrê-lo rapidamente como fazíamos todos os dias. Em seguida, ele chorou para eu o levantar e nunca mais fez isto.
Não sei o que o curou: se o teste do médico, as orações ou as simpatias, o fato é que nunca mais pisei nesse neurologista.
Considero a vida à arte, pois nela nada está acabado, e sim há sempre coisas a serem reinventadas. No meu caso, tive que reinventar uma forma de caminhar a cada dia. Isso é o que me fortalece, sei que tudo depende de nós, escolhemos aceitar a vida como ela é e sermos iguais a todos, ou transformar dores, barreiras, lutas em aprendizagem.
sábado, 11 de setembro de 2010
Um presente inesperado
Quando minha filha se foi, o mundo se abriu aos meus pés, um abismo profundo se fez em minha vida. Até que um dia surge um fio de esperança onde iria dar-me todo amparo, fortaleza, conforto, força e motivo para seguir os desafios da vida. Falo de um anjo que Deus me confiou, dia 19 de novembro de 1997 nasce o Gabriel, lindo, perfeito, maravilhoso, amado e desejado por toda a família.
Ele era muito bravo, chorão e enjoado; quando bebê apenas eu, meu marido e minha Irmã Eliane (babá) tocávamos nele. Tinha muitos probleminhas de saúde: extremamente alérgico, intolerante ao leite de vaca e a várias alimentações, refluxos constantes, inflamação da adenóide com histórico para cirurgia, otite aguda, sentia vertigem quando via água corrente, e por ai vai. Com isso, foi praticamente impossível evitar que o nosso reizinho visitasse a tantos hospitais, médicos, clínicas, laboratórios, vacinas e etc, fato esse que o deixou traumatizado. Nas visitas de rotina ao pediatra já se ouvia os gritos dele a quilômetros, imagina quando não raro necessitava internação.
Ele era muito bravo, chorão e enjoado; quando bebê apenas eu, meu marido e minha Irmã Eliane (babá) tocávamos nele. Tinha muitos probleminhas de saúde: extremamente alérgico, intolerante ao leite de vaca e a várias alimentações, refluxos constantes, inflamação da adenóide com histórico para cirurgia, otite aguda, sentia vertigem quando via água corrente, e por ai vai. Com isso, foi praticamente impossível evitar que o nosso reizinho visitasse a tantos hospitais, médicos, clínicas, laboratórios, vacinas e etc, fato esse que o deixou traumatizado. Nas visitas de rotina ao pediatra já se ouvia os gritos dele a quilômetros, imagina quando não raro necessitava internação.
domingo, 5 de setembro de 2010
Viver é uma arte
Todos têm uma missão na terra, há pessoas que passam pela vida como se estivessem assistindo-a e nunca refletem a que veio, outras descobrem vivenciando algum trauma. Comecei traçar um perfil da minha existência após uma dor imensurável que foi a morte de minha primeira filha, com apenas sete meses de vida.
Até então eu sempre vivi na zona de conforto, sem grandes ambições intelectuais, minha felicidade era completa, quatro anos casada com o homem da minha vida, uma filha linda, amada, desejada, ansiosamente esperada; realização pessoal e profissional.
Até então eu sempre vivi na zona de conforto, sem grandes ambições intelectuais, minha felicidade era completa, quatro anos casada com o homem da minha vida, uma filha linda, amada, desejada, ansiosamente esperada; realização pessoal e profissional.
sábado, 4 de setembro de 2010
Agora eu já sei...
O objetivo deste é compartilhar um pouco da minha história e, quem sabe assim, poder aprender mais e retribuir um pouco do aprendizado que já obtive com meu filho. Eu nunca imaginei que ser mãe seria tão intenso, logicamente tinha a convicção que seria maravilhoso, no entanto de longe pensei que fosse um constante aprendizado.
Por hora vou deixar somente estas palavras
Logo voltarei para começar a contar a história do meu filho....
Abraços e até lá.
Por hora vou deixar somente estas palavras
Logo voltarei para começar a contar a história do meu filho....
Abraços e até lá.
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